Camila Piccolo
Olhar geral
Um aspecto que melhorou em relação à edição anterior foi o espaçamento entre os parágrafos. Antes, as editorias eram compostas por blocos de textos que desestimulavam o leitor assim que a página se abria por completo. Nesta última edição, os parágrafos são separados por uma linha em branco, o que melhora a leitura.
Um problema detectado por alguns dos acadêmicos que produzem o Infocampus - problema esse que agora já foi solucionado - relacionou-se aos links. Alguns links não remetiam à página correta, o que acabava atrapalhando o leitor.
Outro problema é a utilização de formas diferentes para escrever os mesmos termos. Os termos “universidade” e “pró-reitor”, por exemplo, algumas vezes são escritos com inicial maiúscula, outras, com minúscula.
Ao olhar o final de uma das matérias, percebi algo muito criativo na seção de comentários. A frase que dizia “ainda não há comentários... chute o balde preenchendo o formulário abaixo” foi um ótimo modo inteligente de estimular os leitores a interagirem com o Infocampus. Esperamos que dê certo.
Editorial
O editorial está sucinto, o que de certa maneira foi positivo. Achei interessante o fato de a opinião da edição não estar exposta de forma explícita no texto, mas sim, apresentar-se em meio à informação. Isso tornou o texto mais natural e menos partidário. Gostei do final do editorial, pois as perguntas fazem o leitor refletir sobre o tema em questão.
Um detalhe que deveria ter sido cuidado foi a utilização das siglas em vez dos nomes completos citados. Assim, UFSM, PEIES, MEC e ENEM deveriam ter sido escritos por extenso (pelo menos na primeira vez em que foram mencionadas) e, entre parênteses, terem suas respectivas siglas citadas.
Agenda
Há um erro na alocação do link. O link, que deveria estar na palavra “aqui”, logo ao final do texto intitulado “oficinas do LEM”, está no início do texto.
A agenda está muito boa, pois apresenta eventos de vários centros da UFSM. Assim, ela cumpriu com o papel de informar eventos que se destinam a vários públicos, não limitando as opções do leitor. Além disso, a repórter preocupou-se em dar o máximo de informações (relevantes, é claro) para que o leitor soubesse detalhes (como preço, local, como conseguir mais informações) do evento sobre o qual estava lendo.
Agradou-me também o fato de a repórter ter explorado não só a estreia do programa Música Mundi, mas também as atrações da primeira edição do programa. Além disso, achei interessante o fato de ela ter colocado um pouco da letra de uma das músicas de uma banda no texto. Isso deu certa leveza para a leitura, a qual estava “burocrática” (digo isso porque, por as agendas conterem muitas informações, a leitura delas se torna um pouco cansativa).
Quer saber?
O texto está claro e responde a pergunta proposta com riqueza de detalhes. Normalmente, quando se pergunta a algum acadêmico em quais estabelecimentos ele pode usufruir do desconto da carteira do estudante, a resposta é quase sempre “no cinema”. Assim, a lista dos convênios, com seus respectivos descontos, foi uma informação muito interessante na matéria, pois ela apresentou vários outros estabelecimentos conveniados.
É fato
As primeiras frases do texto compõem-se de alguns códigos (resultado de algum problema técnico) que, de início, podem causar confusão no leitor.
A matéria em si tem bom conteúdo, é informativa. Interessante é o link do final da página, que remete a uma tabela com mais detalhes sobre as construções do campus. Foi uma maneira de levar informação ao leitor de forma mais atraente e sintetizada e também de driblar o limite de espaço estipulado para a editoria. O repórter coloca vários links na matéria.
Na tabela, acessada através do último link da página, faltou explicar o significado da sigla PRRH, a qual não é citada, pelo repórter, no texto da editoria.
comCIÊNCIA
O título é objetivo, informativo - o que condiz com o manual. A matéria poderia ter pelo menos uma fotografia/gráfico/imagem.
No quarto parágrafo, a frase “Renato realiza pesquisas tentando identificar..” poderia ter sido escrita de forma a não valorizar tanto o pesquisador. É necessário lembrar que o foco dessa editoria é a pesquisa e não o pesquisador.
Entrevista
Foi positiva, pois se deteve no assunto proposto. Porém, faltou explorar mais os recursos de imagem, já que a matéria só continha uma foto.
Retrato
Essa editoria tem como objetivo um texto que se aproxime do jornalismo literário. Obviamente o texto se propõe a aproximar-se desse tipo de jornalismo, e não segui-lo totalmente. Assim, percebe-se no texto o uso, por exemplo, da descrição - uma das características do jornalismo literário - como nas expressões “cabelo grisalho” e “manchas no rosto”.
A reportagem é bem detalhada, já que traz informações sobre Waldir em todas as etapas de sua vida - como estudante do ensino médio, da faculdade, no HUSM, na Turma do Ique. A narração é agradável, e os períodos que desejam “emocionar” o leitor parecem naturais. Outro aspecto interessante é que o repórter começou e terminou a matéria falando sobre o tempo, ou seja, fez uma narrativa cíclica que pareceu “amarrar” o texto. O repórter também fez bom uso da hipertextualidade, já que colocou muitos links no texto.
Ao citar o curso de Medicina, o repórter escreveu a palavra “curso” com letra minúscula, ao contrário do que sugere o manual. A sigla EUA é posta no texto sem ter o nome extenso como precedente, conforme indica o manual. Além disso, outro detalhe diz respeito à foto. Para acompanhar a proposta do texto, ela poderia ter sido mais literária.
Em questão
A matéria está informativa e teve várias fontes. Os argumentos contrários à adoção das canecas poderiam ter sido mais explorados, o que tornaria o texto mais “isento”. Porém, essa impressão de “parcialidade” pode ter ocorrido pelo fato de a matéria não conter citações das nutricionistas do RU, as quais não quiseram conceder entrevista.
Alguns problemas técnicos que poderiam ser resolvido são a falta de espaço em branco entre as informações abaixo da tabelo e o texto, e a falta de destaque dos entretítulos. Um erro da matéria é a expressão meio ambiente, que foi escrita com hífen.
Comunidade
A matéria começa com lead, o que segue o manual. O repórter poderia ter entrevistado pessoas (diretora da escola, alunos beneficiados) de uma escola onde o projeto é aplicado, o que daria uma dimensão dos dois lados do projeto – quem aplica e quem o recebe.
Interface
A escolha do evento foi muito interessante, já que “fugiu” um pouco das já tradicionais festas no centro de eventos da UFSM. O título foi muito criativo.
Um detalhe negativo é que a foto de Flávia Kauffman está com muita claridade ao fundo. Além disso, o responsável por essa editoria poderia ter colocado um link que remetesse ao site da Associação dos Amigos do HUSM.
Unidiversidade
O texto é muito bem escrito e agradável de ser lido. Importante também foi o número de fontes: foram entrevistados quatro acadêmicos da UFSM.
Ao citar o curso de Administração, a repórter deveria ter escrito a palavra “curso” com letra maiúscula, conforme regra do manual.
A repórter poderia ter citado, além das opiniões dos entrevistados sobre a vida dupla deles, informações relacionadas ao fato de a UFSM ser uma das poucas universidades públicas do RS a possibilitar que seus acadêmicos façam dois cursos, ou então o quanto custa, para o governo, manter um universitário que faz dois cursos.
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