terça-feira, 21 de abril de 2009

Crítica do Ombudsman - edição 17 de abril

Juliana Gelatti

As fotos de capa estão muito boas e a ordem das editorias está melhor que nas outras edições. Na lista de editorias à direita, ainda está “interface”. O único link da capa que não dá certo é o Unidiversidade.

Editorial: Texto bom, informativo, sucinto e coerente. Em algumas passagens está um pouco confuso e beirou o lugar-comum com a tese de que nesse ano todas as esperanças estão nas eleições e mais uma vez não vai resolver, portanto a responsabilidade é de cada um. Correções de ordem gramática e sintática:
- a expressão correta é ‘tem de’, com o sentido de deve.
- o segundo parágrafo está bem confuso, quem são “eles”?
- redundância: “posição pessoal de cada um”

Agenda: Poderia ter quais bandas e DJ’s estão entre as atrações. Faltou dizer que aqueles preços são para ingressos antecipados e que comprando na hora é mais caro. Eu acrescentaria que no preço do camarote a bebida está incluída. O link do LEM não funcionou. Muito boa a indicação do público das oficinas, acredito que devemos cuidar para usar sempre que necessário. “Todas as novas faculdades são inéditas” ficou bem redundante. O link do vestibular não funcionou. A abrangência da Agenda é de 17 a 23 de abril, no entanto o Eu recomendo tratou da Feira do Livro, que só começa dia 25, o que considero errado, já que não condiz com o manual. A Feira sequer está na programação geral da agenda.

Quer saber?: O texto está bom e o tema escolhido também. Tem-se uma boa progressão de ideias ao longo do texto, que foi preciso sem ser burocrático. Não funcionou o link da Biblioteca Central.


ComCiência: As fotos poderiam ter sido tratadas no photoshop para melhorar a cor. A primeira foto foi tirada contra o sol, o que estourou um pouco o branco. As legendas estão redundantes com a foto, precisam agregar alguma outra informação ao texto além de identificar o que a foto mostra. Um bom exemplo são as legendas da Entrevista. O texto está muito bom se comparado às edições anteriores dessa editoria. Está informativo e acredito que tenha se aproximado do jornalismo científico, pois abarcou uma série de pesquisas, lidou com termos técnicos mas ficou perfeitamente inteligível. A exceção é a última frase do texto, que não tem verbo nem sentido.


É fato: O texto no início e no final está bom, direto, objetivo e informativo. Ficou bom também colocar o link para o dicionário jurídico. Entretanto, o link para o dicionário Priberam dá na página inicial do dicionário, fazendo a pessoa ter que buscar a palavra para saber o seu significado. Apesar de estar disponível o significado das palavras mais difíceis, está muito visível que o calendário foi copiado ipsis literis de algum outro site. Isso ficou muito burocrático, principalmente por causa do vocabulário jurídico e das datas que não são importantes para os eleitores. No lugar de “consulta à comunidade”, deveria estar ‘eleições’ direto, para que a pessoa interessada na data achasse logo, já que foram colocadas tantas outras.


Entrevista: Está bom o texto de introdução, assim como a redação das respostas, salvo alguns erros de vírgulas a mais. Correção: ‘à flor da pele´. As legendas estão muito boas, bem informativas. A segunda foto foi tirada contra a luz, o que prejudica a qualidade da imagem.


Unidiversidade: O link da capa dá na edição passada. A primeira parte do texto, embora não concerna diretamente ao tema da reportagem, foi essencial para contextualizar a matéria. Os links não funcionaram. O texto está muito bom e esclarecedor sobre o tema. A contraposição das fontes enriqueceu o relato e mostrou-se imprescindível, dadas as declarações do primeiro entrevistado.


Em questão: O título está muito longo para não ter verbo. Titulos informativos têm verbos de ação e são menos abstratos. O primeiro parágrafo é um ‘nariz de cera’, não traz informação e ‘enrola’ o leitor até começar a matéria de verdade. O segundo parágrafo está contraposto com o primeiro (pela conjunção entretanto) mas não há adversidade de ideias, e eu não identifiquei alguma relação necessária entre o fato de uma cidade devesse ter um trânsito organizado. Pelo menos Santa Maria não tem. O texto está bom, mas um pouco longo demais, apesar da riqueza de fontes. O último parágrafo é inconveniente, pois essa não é uma matéria de opinião e notícias/reportagens não têm conclusão.


Comunidade: Texto bom porque simples e curto. A letra de música não ficou piegas porque o título é bem informativo e o resto do texto não precisou de outras figuras de linguagem. A legenda da foto poderia estar no tempo presente.


Interfaces: A legenda da última foto fala de três pessoas mas na foto só aparecem duas. As cores das fotos poderiam estar melhores.


Retrato: Texto muito bom. O estilo literário foi cumprido muito bem e foi mantido o foco na informação. Correção: “conciliar junto” é redundante e o verbo conciliar exige objeto direto e indireto com a preposição a: ‘conciliar o curso de música ao de pedagogia’. O título também é bom, ao lado do nome da editoria ficou sinestésico.


Expediente: o crédito da entrevista saiu “Gabrielli Marcelo de Franceschi”.

Em geral os textos melhoraram, estão mais informativos, com mais fontes e as pautas, mais diversificadas. Os títulos merecem um cuidado especial, assim como as legendas, mesmo que também já tenha melhorado. Não se deve esquecer que fazemos jornalismo informativo e a opinião se restringe ao editorial. Em termos de redação, resumidamente, dá para dizer que títulos de ação e curtos; textos objetivos, sem a estrutura introdução, desenvolvimento e conclusão, mas na pirâmide invertida; uma sequência de fatos e dados coerente e não correspondente à apuração e, principalmente, vocabulário acessível aliado a frases curtas, ajudam bastante na construção de texto informativo.

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