EDITORIAL
A imagem do editorial está de acordo com o conteúdo do texto. A figura de alguém inserindo seu voto na urna pode muito bem ser como colocar um papel no lixo, se essa pessoa for um analfabeto político.
Foi interessante fazer o questionamento do que queremos utilizando os dois slogans das campanhas. O texto conseguiu falar das duas chapas sem ser parcial.
No segundo parágrafo há muitas palavras que terminam com a mesma sílaba : edição,estão, oposição e renovação, que poderiam ter sido trocadas por sinônimos ou construídas de outra forma para evitar o eco.
AGENDA
A foto da agenda está ótima, pois essa é a foto que ilustra a ideia do excelente filme de Sofia Coppola e que foi muito bem recomendado na editoria. O recurso de colocar o trailer do longa deve ser tomado como regra sempre que a dica da editoria for um filme. Usar o link para o Imdb também é fundamental quando se trata de filmes.
Faltou a preposição a em “o que o leva Tóquio para gravar”.
A utilização de cor nos títulos já melhorou um pouco o visual da editoria. Seria interessante colocar o tópico “festas” , “eventos” e “serviços” de cores diferentes, para melhor identificar as programações.
No primeiro evento, sobre a festa da medicina, poderia ter falado qual o estilo musical da banda Sônia Bis.
No “mais” do Ciclo de cinema da Facos, quem doa agasalhos concorre a uma viagem. Para onde? Barcelona, Paris, Manhattan?
Na palestra sobre a gripe suína, quem vai ministrar o evento? Professores, médicos, porcos?
O título da palestra da Egali Intercâmbio não ficou em vermelho como os outros. Poderia ter sido feito o cálculo matemático, multiplicando o sálario ganho em horas pelas horas trabalhadas semanalmente e calcular quanto resulta em um mês. Por exemplo: de 720 a 1920 dólares mensais. Ficaria melhor exemplificado.
O tempo verbal, sempre que possível, deve ser usado no presente do indicativo. Em alguns casos, como “Os palestrantes serão o pró-reitor de Graduação da UFSM”, “Os comentários serão de Jair Alan” e “é também o título de uma exposição que estará no Museu Gama d’Eça até o dia 22 de maio” poderiam muito bem ser trocados para o presente sem perder o sentido.
No aniversário de Santa Maria, as apresentações musicais poderiam ter os nomes das bandas ou artistas que vão tocar.
Faltou dizer se a apresentação da Orquestra Sinfônica no teatro é com entrada franca ou é paga.
QUER SABER?
A resposta está bem explicativa. Seria interessante se tivesse desenvolvido mais o parágrafo sobre o porquê o ex-funcionário escolheu nomes de cobras, mas para isso seria necessário entrar em contato com ele.
COMCIÊNCIA
A foto da editoria, à primeira vista, parece de uma bomba relógio ou de algum dispositivo explosivo e não ilustra o biodiesel.
Sinto-me suspeita para falar do assunto, pois já fiz uma reportagem sobre o mesmo assunto com a mesma fonte para o jornal CCR Notícias, mas acredito que o texto está numa linguagem inteligível para quem não tem domínio nessa área.
Após a leitura do texto, a foto da capa fica compreensível, mas seria interessante ter colocado uma foto com mamonas, soja ou amendoim para exemplificar as culturas utilizadas para fazer biocombustíveis.
É FATO
O trocadilho no título com a palavra “gestação” foi um excelente recurso, mas “processo licitatório” é um termo burocrático, poderia ser algo mais simples, como A gestação da reabertura da UNI.
Quando a palavra “instituição” é citada no texto, precisamos padronizar se ela é escrita em caixa alta ou em caixa baixa, pois no editorial está em maiúsculo e nessa editoria, em minúsculo.
Há um erro na frase “A não renovação do contrato, que era mantido há 15 anos”, pois a licitação não era feita por contrato, mas por convênio. Poderia ter explicado que a licitação passou, recentemente, por uma modificação de convênio para contrato.
O caráter factual da editoria foi mantido, apesar de que nenhum resultado tenha sido obtido, foi muito bom termos tocado no assunto.
ENTREVISTA
As perguntas da editoria conseguiram fugir da obviedade de todas as outras inúmeras entrevistas feitas com os candidatos que sempre invocam as propostas.
Do modo como foram questionados, pudemos conhecer melhor o sujeito por trás das bandeirolas e propostas. Os candidatos, embora façam ainda uma auto-promoção com suas respostas, foram mais “verdadeiros”, aproximaram-se mais dos Joãos e das Marias que vivem na comunidade universitária.
O título não ficou criativo e ficou praticamente igual à chamada da capa. Poderia ser melhor trabalhado encima das próprias respostas que eles deram.
UNIDIVERSIDADE
O título da editoria está excelente. Acredito que, de todos os textos desta edição, esse foi o mais agradável de se ler, pois apesar de parecer um tema fútil e óbvio, a maneira como foi escrito deixou o texto muito interessante e, em algumas partes, engraçado – sem ser pastelão.
O vídeo do final ficou bem ilustrativo, mas poderia ter uma foto também no meio da matéria.
EM QUESTÃO
Gostei muito do título, apesar de a casa dos técnicos ter teto.
Na parte do texto “Existe uma taxa, que é descontada na folha de pagamento, calculada sobre aproximadamente 10% do salário base” poderia ter dito qual é o valor exato dessa taxa, para ficar mais claro.
Poderia ter explorado mais quando o prefeito diz que 50% das pessoas que estão ali não deveriam estar, perguntando se não vai ser tomada nenhuma medida com relação a isso, se não há uma fiscalização ou se essas pessoas que estão irregulares não devem ser punidas.
De modo geral, o texto ficou bem informativo e com bom desenvolvimento das ideias.
COMUNIDADE
A foto da capa não ficou interessante, parece uma sala de aula normal com decorações de festa junina. A foto poderia mostrar um aluno admirando um animal peçonhento ou um fóssil, por exemplo.
Ficaria melhor explicar no subtítulo que o entendimento é das ciências exatas e naturais, pois senão parece que pode ser qualquer ciência (social, por exemplo).
INTERFACES
A chamada de capa poderia ser “Cultura em destaque” em vez de “Eventos destacam a cultura” que fica meio monótono.
A editoria ficou mais séria, devido aos temas da semana, mas não menos interessante. Aliás, é bom variar e evitar as festas de sempre da Ballare ou a auto-promoção dos eventos da Facos.
Creio que ficaria melhor se, abaixo de cada assunto estivesse a foto relacionada a ele.
RETRATO
O recurso do jornalismo literário foi bem empregado, enquanto se lê, dá para imaginar a casa de Seu Donato e todos os elementos a sua volta, que foram descritos de modo interessante. Deu para conhecer Seu Donato e simpatizar pela sua personalidade pelo modo como a narrativa foi tecida.
Para os próximos retratos, temos que cuidar para não falar sobre pessoas relacionadas à música, pois já tivemos a professora do curso de música, o maestro da Orquestra e o Seu Donato.
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