Fotos da capa
Excelentes as fotos. Todas bonitas e informativas. Apenas a foto da entrevista ficou com o tamanho fora do padrão.
A legenda na foto do ‘De Maria’ foi uma boa solução. Poderia ter ficado mais bonita, mas valeu, quem já tinha ouvido falar da peça, certamente soube do que se tratava.
Editorial
Mais um escândalo se perpetua. O subtítulo falando da malandragem deixou chamativo. No parágrafo seguinte, me parece que cai um pouco o texto. Não gostei da utilização da palavra perpetua: é pesada e não acrescenta nada ao texto. “parlamentares utilizam passagens aéreas de sua cota pessoal para comprar bilhetes a outras pessoas.” Acho que poderia ter sido melhor explicada, se o nosso leitor fosse um pouco alienado já não entenderia que a cota pessoal em questão é paga com dinheiro público.
Ainda no primeiro parágrafo, dizer que as medidas tomadas não vão funcionar é muito vago. Acho que foi uma boa ter entrado na questão da cultura. Ou seja, podem acabar com a farra das passagens, mas não chega à raiz do problema, que é a cultura da malandragem.
As ideias do segundo parágrafo estão bem estruturadas. O problema é ter ido de encontro à opinião do entrevistado, para quem o brasileiro não está acostumado à corrupção. Mesmo que a opinião do veículo, expressa pelo editorial, não precise concordar com a do entrevistado, acho que não soou bem essa discordância entre os dois. Primeiro, porque se o cara foi escolhido para a entrevista, é uma autoridade no assunto. Segundo, porque ele usou o argumento de que o caso tem tido grande repercussão – com o qual inclusive concordamos no início do texto. O autor do editorial, além de não ser autoridade no assunto, não trouxe um bom argumento para que o leitor concorde que estamos acostumados à corrupção.
O último parágrafo é o melhor do texto. Trazer os dados da Constituição mostra conhecimento e dá mais credibilidade. A ironia na medida certa, coube muito bem no texto.
Agenda
O primeiro evento ficou som o dia da semana.
Sobre a Festa Poker Night: “Informações: com as turmas promotoras da festa.”
Tudo bem, mas como eu entro em contato com essas turmas? Deveria ter ao menos o nome de um responsável com telefone e e-mail.
Eu recomendo
“A história de uma mulher solitária que tenta esconder esse sentimento das pessoas ao seu redor.”
“Uma mulher solitária, que tenta driblar e esconder este sentimento dos que a cercam.”
Esse sentimento refere-se à solitária? Só que solitária não é exatamente um sentimento, só seria válido se o esse se referisse à solidão da personagem. Além disso, no primeiro trecho usa ‘esse’ e no segundo ‘este’. Eu tenho dúvidas também no uso desses pronomes, mas acredito que o correto seria o ‘esse’,
Quer saber?
Em 1998, foi proposta a vinculação da Prefeitura Universitária com a Reitoria. A medida se justificava pela dimensão que a Prefeitura adquiriu na Universidade, sendo importante o título de pró-reitoria e um tratamento direto com o Reitor, a fim de agilizar seus trâmites. O projeto foi apresentado e aprovado no Conselho Universitário, e a Prefeitura ficou estruturada como uma pró-reitoria que contém a coordenação de obras e manutenção, além da divisão de obras e projetos e divisão de serviços gerais.
Levou mais 10 anos para ocorrer a mudança? O texto dá a ideia de que a aprovação foi imediata e segundo as datas não foi o que aconteceu. Se houve toda essa demora, poderia ter o motivo: porque não era prioridade, porque o processo é demorado mesmo, ou qualquer outra explicação.
comCiência
Confesso que eu, particularmente, não leria esta matéria. Ficou muito complicada, na primeira leitura, não apreendi quase nada. O uso de termos técnicos torna a leitura maçante.
O texto foi bem escrito e tudo mais, só que faltou aproximar a pesquisa do leitor. Por que essa técnica é tão importante? Acho que precisamos convencer o nosso leitor do motivo pelo qual foi escolhida esta pauta. E não é o que acontece.
Na reunião de pauta, foi falado que essas pesquisas significariam mais lucros para os criadores de bovinos, me perdoem se eu estiver enganada. Se é isso mesmo, o fato deveria ter sido mais explorado, porque falar de dinheiro acaba atraindo mais a atenção.
A citação dos nomes dos repórteres está fora das normas do manual de redação.
É fato
Achei a reportagem muito boa. O texto fluiu bem e ficou bem informativo. Só optaria por simplificar o início. Há formas mais diretas de dizer quem compõem as chapas e o dia que iniciou a campanha. Depois parece que a reportagem deslancha.
Entretanto, quando os candidatos falam da questão financeira das chapas, tem a citação falando do valor do aluguel do comitê da Chapa 2. Então fico me perguntando, a chapa 1 também paga aluguel? E qual o valor?
“A campanha ainda está no começo e, apesar da relação de cordialidade entre as chapas, algumas acusações já entraram no discurso dos candidatos à vaga que será deixada pelo atual reitor, Clóvis Lima.”
Um parágrafo com uma única frase. De três linhas.
Entrevista
Acho que faltam explorar um pouco de que forma os políticos fazem essas intermediações da vida social.
Faltou introduzir no texto de início um pouco mais sobre a questão do bem público e bem privado, deixar claro que era esse o foco principal.
Gostei da ordem das perguntas. Inicia questionando o porquê da confusão entre bem público e privado. Entra em questões relacionadas e no final, pede que se aponte uma solução.
A fala dele é que não me atraiu. Ele encontrou um meio de criticar a imprensa sendo que a questão era outra, mas tudo bem, é a fala dele e nada se pode fazer a respeito. Introduzir a questão do patrimonialismo foi uma boa forma de voltar ao assunto.
Unidiversidade
“Poucos são os alunos que participaram daquela eleição e ainda estão na instituição – já que a maioria das graduações tem duração de quatro anos.”
Não goste dessa relação causa e consequência aí. O fato da duração ter quatro anos não garante que o aluno saia em quatro anos da universidade. Poderia colocar que quatro anos é o tempo médio de permanência na universidade.
Faltou a porcentagem dos docentes que não votaram. Os outros segmentos tem os números e a porcentagem.
O subtítulo diz: “mas calouros argumentam não conhecer o processo que começou neste mês de abril.”. A ideia que eu tive ao ler esse subtítulo é de que os estudantes sabemq eu tem eleição, mas não sabem como ela funciona. Não é a mesma ideia que passa o texto. Em nenhum momento tem um calouro dizendo que não conhece o processo.
O caso do Eduíno Costa. Ele ingressou na universidade em 2003. A eleição anterior foi em 2005 e ele disse que era calouro na época. Calouro após dois anos de graduação?
A legenda na foto ficou meio estranha. Na fala dele, o estudante diz que acha que os alunos vão votar. E na legenda diz que acredita que todos devem votar. Mesmo sendo uma informação nova na legenda, dá impressão de que colocaram palavras na boca dele. Se era uma informação nova, ficaria melhor colocar a citação dele entre aspas.
Fora isso, achei interessante fazer um balanço de como foi a participação nas eleições anteriores.
Em questão
Ótima a pauta e ótima a reportagem. Eu não tinha conhecimento da intenção de transformar os HUs em fundações estatais e, com essa reportagem, deu para se interar do assunto. Acredito que desperta a atenção do leitor para acompanhar o processo.
Só tem uma questão que as repórteres deviam ter tomado cuidado. O HUSM tem a seguinte estrutura: Direção Geral, Direção Administrativa, Direção de Enfermagem e Direção Clínica. Tem ainda a Direção de Ensino, Pesquisa e Extensão(DEPE). O que vemos na reportagem é a opinião do diretor administrativo, que pelo seu cargo certamente seria uma pessoa qualificada. Mas a questão é, por que o vice-diretor de enfermagem? E por que não o Diretor Geral, ou mesmo a Diretora da DEPE, uma vez que o diretor administrativo fala que o hospital-escola necessita de pesquisa, ensino e extensão.
Algumas outras observações:
“que imaginavam que a mudança seria logo” e “está previsto para o ano que vem que o TCU”. Vamos evitar o ‘queísmo’.
“Segundo a administração do HUSM e a Pró-Reitoria de Planejamento, o problema dos hospitais universitários não é a administração, mas a falta de orçamento. (...)O problema nao é gestão, é financiamento”, salienta Carlos Renan.”
Repetiu exatamente a mesma coisa só mudando as palavras. Acho que só a primeira afirmação já era suficiente. Além de desnecessária, na fala do Carlos faltou um til.
Comunidade
Essa pauta do Comunidade foi excelente. Acho que recomendarei o serviço a toda mulher grávida que conheço. Só que a reportagem poderia começar melhor:
“Um dos períodos mais importantes na vida de uma mulher, sem dúvida, são os nove meses em que ela carrega seu bebê no útero.”
Quem garante que o período mais importante é esse? Apelar para um lugar comum para o início da reportagem não foi a melhor saída. Talvez algo do tipo: a mulher precisa de mais conforto e qualidade de vida no período que carrega seu bebê no útero.
“Outra diferença que ela já percebe é que não precisa mais urinar com tanta frequência, graças aos exercícios de fortalecimento do períneo. Com isso, não há mais necessidade de se deslocar tantas vezes ao banheiro – principalmente à noite, quando essa tarefa é mais desconfortável à gestante.”
Quando diz que não precisa mais urinar com tanta freqüência, já subentende-se que não precisa ir com tanto freqüência ao banheiro.
As fotos estão muito boas, mas deviam estar em lugares diferentes. A primeira poderia ser depois do segundo parágrafo e da Drª poderia vir mais para baixo, depois do texto tê-la apresentado.
Interfaces
Link da capa redireciona para uma página errada. Aliás, uma gracinha a mensagem do wordpress: “Calma, campeão. Essa é uma página 404.”
Os internautas que conseguirem abrir o Interfaces vão se deparar com ótimas fotos (especialmente das vices).
Acho que no texto introdutório cabia uma aspas no atletas. Brincadeiras à parte, o problema é que em umas tem o nome de todas as pessoas, em outras aparece só as fotos do time.
Na legenda: “Virgínia Rodrigues, Pâmela Oliveira, Cristiano Rodrigues e Tayne Alcântara, além de prestigiar o torneio, ajudaram no atendimento do bar.” Eles não eram da organização? A legenda deveria citar isso: os membros da organização também prestigiaram o torneio.
Retrato
Acho que o retrato confirma que nós ainda temos problemas com texto literário. Em alguns trechos, acho que se aproxima do estilo desejado ao perfil, mas em outros fica mais na narrativa dos fatos.
“A ausência de energia elétrica no município em que o maestro morou durante sua infância não o impediu de ouvir Mozart, Beethoven, Verdi e Vivaldi no toca-discos que tinha em casa.”
Se não tinha luz, ele ouvia como?
“A atividade de regente foi uma consequência dentro do curso de Música, após cursos de extensão em regência e da aposentadoria do maestro Richter, Enio assumiu a orquestra, que atualmente conta com uma média de 50 músicos.”
Merecia um ponto depois de Música e uma nova frase.
Talvez o problema seja o pouco espaço para falar da vida de uma pessoa, mas tem alguma partes que ficaram meio vagas, não sei explicar. Acho que daria para explorar mais a vida dele. Sabe quando você sente falta de algo no texto e não sabe bem o que?
Vídeos
A ideia de colocar vídeos é ótima, parece que aproxima mais o internauta da realidade que o repórter encontrou. No entanto, o vídeo do comCiência era desnecessário, já que se vê pouca coisa mesmo, se tivesse uma narração explicando ainda poderia ser melhor. Uma foto substituiria muito bem o vídeo. Além disso, a legenda ficou muito grande, ultrapassou o espaço destinado à legenda no player do vídeo.
Ter um vídeo do maestro era excelente, por que, como iremos acreditar no trabalho do homem sem conhecer? O vídeo se prestou bem para isso, embora eu acredito que ele poderia ter sido ainda melhor. Poderia ser mais longo, não sei.
Mesmo com os problemas, valeu a iniciativa de colocar os vídeos. Agora é só dar continuidade e prestar atenção para melhorar nos próximos.
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