João Pedro Amaral
“O mal de quase todos nós é que preferimos ser
arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica.”
Norman Vincent Peale.
Não existe frase melhor para começar minha análise, senão essa. Não aceitar críticas é um ponto que estraga o nosso grupo. Além disso, ressalto (em contrapartida ao comentário da Mariângela) que não sabemos trabalhar em equipe. O individualismo impera no nosso grupo. Temos muito a evoluir nesse quesito.
Na reunião de pauta já deu para notar uma inquietude do pessoal e individualismo até nas sugestões de pauta. Mas o que foi exigido pelos editores na reunião de pauta foi foco. Paradoxalmente, quando temos um foco podemos ampliar e explorar muito mais o assunto. E foi isso o diferencial dessa edição. A cada edição evoluímos um pouco, e nessa edição foi um grande passo. Com certeza o pedido de “pulso firme” para os focos foi correspondido, mesmo com inquietude e exaustão por parte da equipe na reunião de pauta. Aproveitando esse espaço friso que nosso grupo precisa aprimorar outra virtude além do trabalho em equipe: a paciência.
Ficou o meu aviso, e vai ficar agora a análise das editorias:
Retrato – O texto está bom de ler. Pelo repórter ter um contato maior com o retratado, o texto tem facilidade de apaixonar o leitor. Mas mesmo assim, falta a prática de escrita no formato do jornalismo literário.
Interfaces – Título poderia ser mais elaborado e falta uma palavra no segundo parágrafo. “Nos quatro foram abordados”.
Entrevista – Ótima entrevista, tanto pelo caráter factual quanto pela entrevistada. As perguntas curtas dinamizaram bem essa editoria. Faltaram fotos.
Unidiversidade – O título ficou meramente ilustrativo. Mais criatividade!
Editorial – A foto da chamada ficou incrivelmente tosca. Deixar tudo para a última hora pode custar caro. O texto está bom, e nos faz sentir que estamos ultrapassando barreiras realmente. O final do texto poderia ser trabalhado mais, parece que acaba abruptamente.
ComCiência – A ausência de fotos é o principal problema, já que era uma reportagem especial, em São Paulo. Uma foto do lugar daria muita credibilidade para essa editoria, colocando o leitor em contato com o que está acontecendo lá. O texto parece apenas relatar os momentos bons do congresso, ficando geral demais. Podiam apontar mais contrapontos e explicar as alternativas. A partir da inserção de Santa Maria no contexto da sustentabilidade, o texto fica mais atrativo.
Quer Saber? – Respondeu bem à pergunta. A segunda parte da resposta poderia ficar mais simplificada.
É Fato – Bom texto. Mas ficou deslocado dos outros da mesma editoria, pela reportagem dessa semana ter características literárias. Puxar um gancho sobre a situação dos cadeirantes na Universidade contextualizaria o texto (uma das características desta editoria). Começar o texto por “Por um dia, você não vai usar as pernas” fica solto demais. A apresentação do nome do cadeirante só no último parágrafo foi uma boa estratégia.
Agenda – Embora de ser comentado na reunião de pauta que a agenda estava confusa pelo final de um evento estar muito próximo do início de um outro, esse problema não se resolveu. Espero que na próxima edição os editores aperfeiçoem esse caso. Além disso, alguns dias citados não estão acompanhados dos dias da semana.
Comunidade – Muito boa reportagem. Mas o Ânima não se restringe só aos alunos? Acho que os reflexos do Ânima para a comunidade só tem efeito indiretamente.
Em Questão – A despeito do comentário da senhora que acompanha a mãe nos serviços de radiologia, que parece estar ali avulso, a matéria está muito bem escrita e estruturada.
Expediente – Na chamada parece dia 8 de maio (sexta-feira) e dentro dele aparece o dia 7 de maio (quinta-feira).
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